sempre cabe mais um… um lugar, um bom amigo, uma nova cor…

Que dura a vida

De um poeta sem rima.

Sem dor dilacerante,

Uma paixão ardente,

Qualquer coisa que sustente

Essa condição só humana

De sofrer poesia.

 

Não é nem angustiante

Não ter tema pra escrita.

Qualquer coisa que quase palpita

Passa pálida à jusante.

 

De repente até saiu

Uma rima rica por acaso

Para desagrado do poeta

Porque a vida, quando rima,

Só pode estar enganada.

 

Tudo aqui não passa de tropeço

Passo avesso, desencontrado

 

Meu chá, já morninho

Nem mata a sede nem esquenta.

Só me faz companhia

Nas noites de solidão.

 

12/08/2014.

Anúncios

3 Respostas

  1. rapunzel

    “Não se admire se um dia
    Um beija-flor invadir
    A porta da tua casa
    Te der um beijo e partir
    Fui eu que mandei o beijo
    Que é pra matar meu desejo
    Faz tempo que eu não te vejo
    Ai que saudade de ocê”

    Cuida-te.

    22/12/2014 às 22:39

  2. Do lado de cá o chá também é morno e faz companhia.
    Palavras perfeitas, como de costume!
    Aqui encontro tuas rimas, mas também a ‘história da humanidade’. As cenas das vidas se repetem, mas alguns (neste caso, ‘alguma’) sempre sentem com a alma – que é densa – e acaba transformando vida em poesia.

    Parabéns, ‘Cabana’.

    22/08/2014 às 20:37

  3. Jakson Miranda

    Excelente… fina flor de poesia, com alma femininia

    20/08/2014 às 19:56

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s